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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Criança Psicossomática

“A raiva sufocada e o amor não verbalizado são as principais causas dos sintomas psicossomáticos.”
Definição: O termo psicossomático deriva dos termos Psique (= mente) e Soma (= corpo) e expressa a unidade corpo/mente. Os sintomas dessas doenças são a expressão Física de uma dor emocional. As doenças psicossomáticas, inclusive na infância, são caracterizadas por uma desorganização somática, isto é, uma desordem física causada por factores psicológicos.
Doenças/ Sintomas:                 
- Asma;
- Problemas hormonais;
- Problemas de pele;
- Dores de cabeça/ Enxaquecas;
- Distúrbios de visão;
- Distúrbios digestivos…

Consequências: A instalação das doenças psicossomáticas nos bebés e nas crianças coincide com as fases de desenvolvimento biológico e psicológico, prejudicando dessa forma o seu estado psíquico e físico.

domingo, 20 de março de 2011

Organização de Espaços e Materiais de uma Creche e Jardim de Infância

1º_ O ESPAÇO 
O espaço deve ser amplo para se incluir os materiais e equipamentos necessários.
2º_ ÁREAS 
A sala deverá ser dividida em diferentes áreas indefinidas deixando um espaço central para  movimentação entre áreas.
2.1 Para o início do ano devem-se definir 4 ou 5 áreas: a área da casa, área dos livros, e/ou jogos calmos, área dos blocos e construção e a área da plástica. Mais tarde outras áreas surgirão como a da música, areia e água, natureza e animais e computadores;
2.2 Atribuir nomes às áreas que sejam perceptíveis pela criança e que reflictam o que nelas existe;
2.3 Ter em conta os níveis de desenvolvimento, interesses, e cultura da criança;
2.4 As áreas deverão ser aumentadas ou modificadas para fornecer novas experiências às crianças, quando estas alcançarem novos níveis de desenvolvimento.  
3º_ LOCALIZAÇÃO E TAMANHO DAS ÁREAS 
Ao decidirmos a localização e tamanho das áreas, devemos considerar os seguintes factores:
 3.1 ESPAÇO  – cada área deve ter um espaço suficiente para que possam trabalhar em simultâneo várias crianças;
3.2 UTILIZAÇÃO CRUZADA  – colocar as áreas perto umas das outras, tendo estas elementos que possam ser utilizados em comum;
3.3 SUPERFICIES DE CHÃO  – localizar se possível os materiais de expressão plástica em superfícies fáceis de limpar e perto de água corrente para facilitar a limpeza;
3.4 NÍVEL DE RUIDO  – distanciar as áreas mais calmas das mais ruidosas;
3.5 NÍVEL DE LUMINOSIDADE  – localizar as áreas da biblioteca e a plástica, em função da luz natural;
3.6 VISIBILIDADE  – as divisões entre as áreas, deverão ser suficientemente baixas para as crianças poderem observar de umas áreas para as outras;
3.7 CIRCULAÇÃO  – permitir uma boa circulação entre áreas sem que as crianças se incomodem umas às outras.
4º_ ESCOLHER, ARMAZENAR E ETIQUETAR MATERIAIS  
4.1 A ESCOLHA DOS MATERIAIS 
-          Seleccionar materiais que possam ser usados de diferentes formas, para encorajar a criatividade da criança;
 - Ter materiais, limpos, conservados e seguros;
 - Ter materiais para actividades individuais e em grupo;
 - Os materiais deverão reflectir a experiência de vida e cultura das crianças;
 - Limitar a variedade dos materiais no início do ano e ir acrescentando novos pontualmente;
 - Ter materiais de tamanho real (jogo simbólico);
 - Os materiais deverão reflectir a ordem natural dos níveis de desenvolvimento das crianças. 
4.2 ARMAZENAR MATERIAIS 
- Ter materiais em número suficiente, para que as crianças os possam utilizar simultaneamente;
- Ordenar materiais por cor, tamanhos;
- Dispô-los de forma visível e que as crianças tenham acesso;
- Só os materiais seguros e utilizáveis deverão estar ao alcance da criança;
- Usar materiais de desperdício;
- Arranjar um local na sala para cada criança guardar os seus materiais e trabalhos;
- Cada criança deve ter um símbolo para os seus materiais e trabalhos.
4.3 ETIQUETAR OS MATERIAIS 
Etiquetar os materiais é um exercício cognitivo de discriminação, ao identificarem os símbolos, e é um exercício que conduz à pré-leitura e escrita. Desenvolve a noção de responsabilidade e forma hábitos de ordem, pois a criança, deixa cada coisa no seu sítio depois de usada, compreendendo assim o porquê dessa ordem e o respeito pela conservação dos materiais.
Assim, os lugares onde os materiais estão guardados deverão estar assinalados com uma variedade de etiquetas:
            - Objectos reais;
            - Catálogos dos materiais;
            - Esboços, silhuetas ou desenhos;
            - Fotografias ou escrita;
            - Combinações de todas.
5º_ AJUDAR A CRIANÇA A FAZER APRENDIZAGEM SOBRE A SALA 
Desde logo deve-se implicar a criança na organização do espaço sala e materiais, para fomentar o espírito de trabalho em equipa, ajudá-las a fazer opções ou a tomar decisões e estimulá-las a conversarem e auxiliarem-se umas às outras.
Também é importante acentuar o uso das áreas, quando falamos com as crianças.
Ex: a Paula aponta para uma área, “Ah! Queres ir para a área da casinha!”.  
6º_ EXPOSIÇÃO DOS TRABALHOS DA CRIANÇA  
A exposição dos trabalhos da criança é o testemunho do que se passa no espaço sala, é o gesto de expressão criadora, é um acto que vem de dentro da criança e é o próprio jogo.
Assim, é importante ter nas áreas, espaços específicos para se expor os trabalhos das crianças, individuais e de grupo, não muito alto, pois pretende-se que os trabalhos fiquem ao nível do olhar das crianças.

quinta-feira, 17 de março de 2011

O Tacto na 1ª Infância

Desenvolvimento do Tacto na 1ª Infância (1ª parte)
À medida que o tempo passa as crianças vão ganhando habilidades, vejamos:
Ao nascer:
- As mãos encontram-se fechadas;
- Gira a cabeça, abre a boca se percebe o contacto de alguém;
- Se é colocado algum objecto nas mãos do bebé, pressiona os dedos para agarrá-lo.

Até 6 meses:
- Gradualmente, as mãos começam a estar mais tempo abertas que fechadas;
- Não procura os objectos que deixa cair;
- Utiliza a boca para explorar os objectos;
- Se as mãos entram no seu campo de visão, distrai-se com elas;
- Une as mãos na linha média.

Dos 6 meses aos 12 meses:
- Bate com os objectos;
- Começa a explorar os objectos com as mãos, simultaneamente com a boca;
- Utiliza a visão para poder tocar num objecto, ajustando a posição da mão e fazendo uso do controlo visual;
- Ri-se quando lhe fazem cócegas;
- É capaz de agarrar um objecto suspenso ou uma bola que se dirija para si;
- Passa um objecto de uma mão para a outra;
- Procura os objectos que caem;
- Inicia uma pinça entre o polegar e o dedo indicador.

Dos 12 meses aos 24 meses:
- Gira os objectos com as mãos;
- Deixa de utilizar a boca para explorar os objectos ao mesmo tempo que ganha destreza com as mãos;
- Aprende a soltar e a deixar os objectos;
- Com maior dissociação segmentar, as mãos já se movem de forma independentemente dos braços.

Dos 2 aos 3 anos:
- Torna-se capaz de manipular as peças de um puzzle;
- Capaz de construir uma torre com pelo menos 8 peças;
- Começa a utilizar lápis de cor;
- Constrói estruturas mais ou menos elaboradas.

Fonte: Revista O Guia para Pais e Educadores Nº 39

quarta-feira, 16 de março de 2011

Hiperactividade

Perturbação de Hiperactividade com Défice de Atenção
Sintomas:
- Movimentar permanentemente mãos e pés, quando sentado;
- Não se manter sentado quando deve;
- Correr ou saltar de forma excessiva, em situações inapropriadas;
- Dificuldade em envolver-se em actividades de forma tranquila;
- Falar em excesso;
- Responder antes da pergunta ser completada;
- Dificuldade em esperar pela sua vez;
- Interromper ou interferir nas actividades e conversas dos outros.

Estratégias para Pais:
- Estabelecer regras de comportamentos claras e definidas;
- Evitar castigos excessivamente;
- Manter horários fixos (para refeições, para dormir, para deveres…);
- Garantir que a criança faz os trabalhos de casa num sítio sossegado;
- Supervisionar os trabalhos de casa e dividir o trabalho em pequenos segmentos, dando tempo para que a criança “se possa levantar” entre cada actividade;

Estratégias para Educadores:
- Modificar a estrutura da sala de aula, reduzindo os estímulos;
- Sentar a criança perto de colegas mais calmos e concentrados diminuindo assim a tendência de agitação;
- Evitar tarefas longas;
- Dar oportunidade à criança de se movimentar;
- Trabalhar as matérias mais difíceis de manhã, quando a criança está mais concentrada;
- Elogiar generosamente todos os comportamentos adequados;
- Beneficiar de apoio educativo individualizado ou eventualmente ensino especial.

Fonte: O Guia para Pais e Educadores Nº 39

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Direito das Crianças


Considerando que a criança, por motivo da sua falta de maturidade física e intelectual, tem necessidade de uma protecção e cuidados especiais, nomeadamente de protecção jurídica adequada, tanto antes como depois do nascimento. A criança gozará de uma protecção e beneficiará de oportunidades e serviços dispensados pela lei. A criança tem direito desde o nascimento a um nome e a uma nacionalidade. Esta deve beneficiar de segurança social, tendo direito a uma adequada alimentação, habitação, recreio e cuidados médicos. A criança mental e fisicamente deficiente deve beneficiar de tratamento, de educação e de cuidados médicos especiais. A criança precisa de amor e compreensão e sendo esta de tenra idade não deve ser separada da mãe. Deverá ter direito à educação, que deve ser gratuita e obrigatória, beneficiando de plena oportunidade para brincar. Em todas as circunstâncias, deve ser das primeiras a beneficiar de protecção e socorro. Deverá ser protegida contra todas as formas de abandono, crueldade e exploração, e não deverá ser objecto de tráfico. A criança deve ser protegida contra a discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Estes direitos serão reconhecidos a todas as crianças sem discriminação alguma, independentemente de raça, cor, sexo, idioma, religião, opinião política, da sua família, da sua origem nacional ou social, fortuna, nascimento ou outra situação.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A importância da rotina para a criança


A rotina é fundamental, principalmente na vida da criança. Desde o seu nascimento, deve-se estabelecer horários determinados, principalmente no que se refere a alimentação, higiene (banho) e sono.
Na medida em que a criança cresce, as suas responsabilidades e actividades também tendem a aumentar. E fica ainda mais necessário o estabelecimento e a manutenção da rotina.  A rotina representa segurança, pois é previsível não gerando ansiedade e/ou desorientação.
 É importante que a criança mantenha uma rotina diária com hora para acordar, brincar, ver TV, alimentar-se, ir à escola e realizar suas actividades extracurriculares (natação, judo, ballet, inglês...)
 Quando for necessária a mudança desta rotina é importante que a criança seja informada, desde que não seja com grande antecedência, para não gerar expectativas, já que a criança pequena não possui noção de tempo pré-estabelecido, igual ao adulto. O ideal é, ao acordar, rever a rotina daquele dia. Se possível elaborar um mural com suas actividades. Ex: horário de almoço e jantar, com o respectivo cardápio.
 Quando a criança iniciar sua vida escolar com deveres de casa, estes também deverão fazer parte da rotina, com horários pré-estabelecidos, o que irá acarretar uma melhor organização.
 No início, poderá ser difícil manter a rotina, mas a perseverança por parte dos pais e cuidadores contribuirá para a adaptação.  A rotina não deve ser vista como sendo rígida e estática. Ela deverá sim ter uma espinha dorsal, mas com mobilidade, quando necessário.
 É bom lembrar que não adianta querer estabelecer rotina para a criança e para a casa, se os pais não a respeitarem. É fundamental que todos façam pelo menos uma refeição com a criança; que nesta rotina possua um momento da família (pai, mãe, filhos), enfim, pessoas que morem na casa.
 Este momento poderá ser escolhido pela família, pois rituais também são importantes para as crianças.
 A família deverá observar e manter a rotina de sábado, domingo e feriados.
 A flexibilidade nas excepções é importante desde que não signifique burlar as regras, os combinados que deverão ser levados em conta na grande maioria do tempo.
 No final do dia é adequado que os responsáveis revejam o dia junto com a criança. O que aconteceu no dia dela, se conseguiu manter a rotina. Se não, verificar o porquê e recapitular o que irá acontecer no dia seguinte.
 A rotina bem estabelecida gera organização e segurança.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Discálculia


A discálculia é definido como uma desordem neurológica específica que afecta a habilidade de um indivíduo de compreender e manipular números. A discálculia pode ser causada por um deficit de percepção visual.
O termo discálculia é definido por alguns profissionais educacionais como uma inabilidade mais fundamental para conceptualizar números como um conceito abstracto de quantidades comparativas.
A palavra discálculia vem do grego (dis, mal) e do Latin (calculare, contar) formando: contando mal. Essa palavra calculare vem, por sua vez, de cálculo, que significa o seixo ou um dos contadores em um ábaco.
                   

             Sintomas potenciais

  • Dificuldades frequentes com os números, confundindo as operações de adição, subtracção, multiplicação e divisão;
  • Problemas de diferenciar entre esquerdo e direito;
  • Falta de senso de direcção (para o norte, sul, leste, e oeste) e pode também ter dificuldade com um compasso;
  • A inabilidade de dizer qual de dois números é o maior;
  • Dificuldade com tabelas de tempo, aritmética mental, etc;
  • Melhor nos assuntos tais como, a ciência e a geometria, que requerem a lógica mais que as fórmulas, até que um nível mais elevado que requer cálculos seja necessário;
  • Dificuldade com tempo conceptual e julgar a passagem do tempo;
  • Dificuldade com tarefas diárias como verificar a mudança e ler relógios analógicos;
  • A inabilidade de compreender o planeamento financeiro ou incluir no orçamento, nivelar às vezes num nível básico, por exemplo, estimar o custo dos artigos numa cesta de compras;
  • Tendo a dificuldade mental de estimar a medida de um objecto ou de uma distância (por exemplo, se algo está afastado 10 ou 20 metros);
  • Inabilidade em apreender e recordar conceitos matemáticos, regras, fórmulas, e sequências matemáticas;
  • Dificuldade de manter a contagem durante jogos;
  • Dificuldade nas actividades que requerem processamento de sequências, do exame (tal como etapas de dança) ao sumário (leitura, escrita e coisas sinalizar na ordem direita); Pode ter o problema mesmo com uma calculadora devido às dificuldades no processo da alimentação nas variáveis;
  • A circunstância pode conduzir em casos extremos a uma fobia da matemática e de dispositivos matemáticos (por exemplo números).

             Causas potenciais

Os cientistas procuram ainda compreender as causas da discálculia, e para isso têm investigado em diversos domínios.
  • Neurológico: Discálculia foi associada com as lesões ao supra marginal e os giros angulares na junção entre os lóbulos temporal e parietal do córtex cerebral.
  • Deficits na memória trabalhando: Adams e Hitch discutem que a memória trabalhando é um factor principal na adição mental. Desta base, Geary conduziu um estudo que sugerisse que era um deficit de memória para aqueles que sofreram de discálculia. Entretanto, os problemas trabalhando da memória são confundidos com dificuldades de aprendizagem gerais, assim os resultados de Geary não podem ser específicos à discálculia mas podem reflectir um deficit de aprendizagens maiores.
Pesquisas feitas por estudiosos de matemática mostraram aumento da actividade de EEG no hemisfério direito durante o processo de cálculo algorítmico. Há alguma evidência de deficits direitos do hemisfério na discálculia.